quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Que droga que seja você

A gente percebe que tem alguma coisa errada quando tá com aquela vontade louca de escrever algo, começa dez vezes e não consegue. É coisa demais parada na garganta, esperando pra sair, e de repente, naquele furacão de pensamentos, tudo entala e não saí nada! E que droga que de tudo o que eu to pensando, você tá no foco de quase tudo. Todos os pontos de luzes mais fortes tão iluminando aquela mosquinha que me persegue pra todo lado, aquela que é chatinha, e eu não consigo me livrar de jeito nenhum. E olha que já tentei de tudo! Bati, corri, chinguei, até chorei e pedi bem baixinho "vai embora, por favor!" durante a noite, e nada! Que droga que tenha de ser você todo o tempo. Que seja você quem desperte meu estomago e cada centimetro do meu corpo todos os dias. Que me faça esquecer meu próprio nome, só por aparecer na minha frente, andando despreocupadamente sem se importar com o fato do mundo inteiro ter parado de girar e tudo a volta ter saído de foco só pra você passar, sem nem saber que tudo isso tá acontecendo. E aí nesse momento eu paro pra me doer mais um pouquinho, por saber que tudo isso que eu tanto adoro e desejo não é e não vai ser meu nunca, nunquinha. Nem que eu continue dando gritos mudos todas as vezes que você passa por mim, vão ser sempre só gritos mudos dentro de mim, que você, felizmente - ou não- jamais vai escutar.
"Por mais que todas as terapias do mundo, todas as auto-ajudas do universo e todos os amigos experientes do planeta me digam que preciso definitivamente não precisar de você, minha alma grita aqui dentro que, por mais feliz que eu seja, a festa é sempre pela metade. É você quem eu sempre busco com minha gargalhada alta, com a minha perdição humana em festejar porque é preciso festejar, com a minha solidão cansada de se enganar.!" (Tati Bernardi)

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