Ele olha, ela devolve o olhar. Ambos sabem a improbabilidade dessa troca de olhares levá-los a algum lugar.
Ele está pensando no significado daquele sorriso tímido, disfarçado entre mechas de cabelo castanho que insistem em esconder o rosto que prendeu sua atenção dentre tantos outros.
Ela está pensando em como é boba e em quantas cantadas já depositou sonhos de amor eterno. Não adianta procurar um lugar firme para se amparar.
Deixa eu encostar no seu ombro, e ficar quietinha, só pra ter a sensação de que você tá comigo. Me deixa segurar sua mão, apertar ela na minha. Pega uma mecha do meu cabelo e fica enrolando no dedo, e me faz sentir que sou sua, só por uns instantes.
Se quiser me abraçar, falar baixinho no meu ouvido, eu deixo, tá? Não precisa ser coisas bonitinhas, só fala, fala comigo, pra mim... ou ri de mim, comigo, como você quiser... Só fica aqui, do meu lado, uns minutos, horas, dias, o tempo que você quiser, o tempo que você puder. E aí quando meu tempo no meu refugio feliz acabar, eu vou sair, olhar pra trás, segurar as lagrimas nos olhos, e ter a certeza de que tive você pra mim, só pra mim. O meu mundo, nos meus braços.
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