quarta-feira, 27 de abril de 2011

Dá STOP que eu quero descer!

Dia normal. Só levantei. A faculdade que tava boa, de repente começa a cansar. Aquele velho amor, de repente começa a pinicar de novo. De repente bate a tristeza e a playlist de músicas-depre começa. Liga pra uma amiga, pra outra. Lamenta. Chora. Grita. Briga. Quando é que acaba? Liga pra terapeuta. Chora. Diz que a vida tá toda errada. Que quer soluções. AGORA! Tá olhando o que? Eu sou normal, tá? A fase é que não tá boa. Não ta valendo a pena, sabe? Dá pra adiantar? Não? Porque? Por favor, vai! Dá pra pular os proximos 10 anos e ir direto pro final feliz? Não? Que? Como assim não tem? Você só pode tá brincando comigo, né? Deito na cama a noite, me perguntando quando é que a sensação oca vai passar. Quando é que volta aquela paixão pela vida que quase se resumia a só querer ele, mas ainda sim era paixão. A vontade de viver. Cade os sonhos? Cade a beleza? E ai eu noto, que o que acontece é que a vida tá um tédio. Bem grande. E eu preciso aceitar que não fui feita pra seguir o padrão, a rotina, o normal. Tenho um medo daqueles de gelar a espinha de ser normal. Qual a graça? Quero mais é ter paixão, sentir dor, sentir a vida correndo nas veias feito adrenalina. Sentir que tem propósito, sentir que tá chegando, mesmo que no fundo eu meio que não espere muita coisa. Só não ser normal.