domingo, 16 de janeiro de 2011
Não é amar que dói. É amar errado!
Hoje passeando por sites a fora, li algo que me deixou encrencada. Uma garota linda, amada, inteligente e feita pra essa vida dizendo o quanto o amor a havia castigado e feito sofrer. Parei. Como assim, a garota loira, bonita, que todas as garotas tentam descontroladamente imitar, publicando pro mundo inteiro que o coração dela estava quebrado, alguem o havia partido em pedaços, e ela sofria, mas ainda o amava com pedaços que ele havia despedaçado dentro dela. Isso estava errado, muito errado!
Amor que é amor não dói, não castiga nem faz sofrer. Amor tem que ser fácil pra ser amor. Tem que ser simples como respirar, tem que ser sem traumas. Ai eu descobri o que a garota tinha. Ela amava, sim, mas amava errado. Não é amar que dói. É amar errado, exatamente da forma como ela fazia. O coração dela tava tão louco que se entregou pro primeiro que o quis, pediu socorro e ali ficou, não porque era bom, mas porque era confortavel. Porque ele o quis quando outros não quiseram. E quando o par de mãos que segurava o coração dela se foi, ela voltou pro mundo onde não havia segurança, zona de conforto ou alguem pra dizer que tudo bem, o orgão mais vital dela estava seguro. E foi onde tudo se quebrou. Agora garota, aguenta firme! Pode não haver outro par de mãos pra segurar seu coração agora, mais olha pros lados, e você vai enchergar quem sempre o segurou. Vai enchergar mais do que mãos pro seu coração, vai enchergar também as pernas que te deram colo, os ombros que você pode chorar, vai enchergar os olhos que sempre te olharam sem julgar e gostariam de você mesmo se você não fosse a garota-loira-e-bonita! Olha pra si mesma, você tem mãos, garota! Você consegue se segurar sozinha! Você sabe que consegue! Aí eu soube que amor mesmo não é o que o cara lindinho do colégio te faz sentir, amor mesmo é perceber que mesmo sem ele, você ainda é você, você ainda é inteira e consegue dar risada sem esforço. Ainda que seja duro amar errado, a gente chega lá e aprende a amar certo!
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Start of (happy) something new!
Outro dia um amigo me perguntou algo que ficou na minha cabeça."Porque você escreve tanto?"
E ai pensei, pensei e não achei resposta. Escrevo porque escrevo, escrevo por gosto, porque me dá prazer. E aí me veio a respos
ta: "Escrevo dá mesma forma que você respira!". É natural, é fácil, não dói, não traz esforços. Escrevo porque as palavras são pra mim como o oxigênio é pra você, uma forma de combustivel pra viver. De alguma forma me sinto mais eu ao colocar no papel o que vier na cabeça. E aí quando eu dei minha resposta ao meu amigo, ele simplesmente me surpreendeu quando disse que gostaria de escrever também, gostaria de transformar palavras em significados de alguma forma pra alguem, gostaria que essa alguém também soubesse usar a força das palavras e gostaria que eu notasse o quanto ele sempre gostou de mim. Choque. Suspiro. Mais choque. Alivio. Deus, ele gosta de mim. Aquele meu amigo, antigo, de anos, que sempre foi só meu amigo, e de uns tempos pra cá tinha ficado tão fofo, simplesmente gosta.de.mim! Minha cabeça girou e meu coração trocou de lugar com meu cerebro. Um enxame de imagens e cenas do passado me vieram a mente e de repente era tão certo estar nos braços dele. Não pensei, só pulei. Me joguei mesmo, do jeito que alguem se joga pra se salvar, do jeito que alguem se joga quando percebe que encontrou o lugar onde deveria estar. Algum tempo depois percebi que tudo começou com uma conversa sobre meu hobby-de-brincar-de-ser-escritora. Preciso dizer que só me apaixonei mais ainda pela escrita? Olha como o mundo dá voltas, escrevi tanto sobre decepções, que todos esses textos me trouxeram alguem especial, e todo o caminho de posts-tristes-de-desilusão percorridos, me levaram a esse, o post feliz, do amigo-que-era-só-amigo-e-agora-é-um-pouco-mais!
Tem modo melhor de começar um novo ano no blog? Afinal, que prova de que todo caminho tortuoso de pedras,espinhos e lágrimas terminam num jardim bonito com flores, um banco, e muitos sorrisos.
Assinar:
Comentários (Atom)

