"A tarde estava azul e dessa vez eu fotografei. O que acontecia em mim estava ali, assinado pela natureza. Havia uma luz no fim da tarde que espalhava entre as montanhas, o céu e o mar, como se tudo estivesse renascendo e clareando. O horizonte límpido e uma luz envolvia o todo, era o recomeço interno. O renascer depois de tantos aprendizados sempre faz a alma brilhar mais." (Denise Portes)
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Curvas erradas
Que medo danado que dá pensar, né? Cheguei a essa conclusão numa sexta-feira de manhã, em plena aula de fisiologia médica, ouvindo uma professora japonesa falar sobre pulmão. Jeito mais estranho de se criar teorias. O que mais eu poderia esperar? Sou eu. A eterna estranha. A singular. As vezes até a mais boba por ser a dramática medrosa. A auto-sabotadora E ainda sim, sentada naquela cadeira, com quase 30 pessoas em volta, com um fone em um ouvido, a cabeça do outro lado do continente, o coração pequenininho, quase imperceptivel perdido dentro do corpo, ainda sim, eu me dei conta de que eu era movido não por coisas bonitas. Não por amor, não por coragem. Eu sou movida pelo medo. O medo de ser assim, estranha mesmo, sem nem porquê. Talvez além do limite do estranho legal. O medo de impor idéias. O medo de perder, de ter, de ganhar, de sentir, de ser... O medo de ter medo! Quanto mais eu pensava, mais medo eu tinha. Do rumo que a vida toma sozinha, sem perguntar se pode, se deve, se eu quero. Ela vai indo, vai indo... e parece que faz vinte curvas erradas, entra na rua sem saída, tropeça com uma cerca elétrica, bate de cara num muro alto, acha a saída, e então volta a se perder. Enquanto pensava em tudo isso, enquanto sentia o medo esmagador que insistia em comprimir cada orgão do meu corpo até me tirar o folêgo, pensei em quantas curvas erradas eu entrei até chegar aqui. Pensei em quantas me levaram a uma janela aberta. Foram poucas, confesso. Mas estavam ali! As curvas certas. As janelas e portas abertas. Estavam ali! E se eu souber olhar bem, na próxima rua sem saída talvez haja uma portinha escondida no canto de uma parede, como a toca do coelho de Alice, que pode me levar a um lugar, não mágico, nada disso, mas de descoberta e conhecimento. Quem diria que uma aula de fisiologia médica seria assim, tão terapêutica?
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Dá STOP que eu quero descer!
Dia normal. Só levantei. A faculdade que tava boa, de repente começa a cansar. Aquele velho amor, de repente começa a pinicar de novo. De repente bate a tristeza e a playlist de músicas-depre começa. Liga pra uma amiga, pra outra. Lamenta. Chora. Grita. Briga.
Quando é que acaba? Liga pra terapeuta. Chora. Diz que a vida tá toda errada. Que quer soluções. AGORA! Tá olhando o que? Eu sou normal, tá? A fase é que não tá boa. Não ta valendo a pena, sabe?
Dá pra adiantar? Não? Porque? Por favor, vai! Dá pra pular os proximos 10 anos e ir direto pro final feliz? Não? Que? Como assim não tem? Você só pode tá brincando comigo, né?
Deito na cama a noite, me perguntando quando é que a sensação oca vai passar. Quando é que volta aquela paixão pela vida que quase se resumia a só querer ele, mas ainda sim era paixão. A vontade de viver. Cade os sonhos? Cade a beleza?
E ai eu noto, que o que acontece é que a vida tá um tédio. Bem grande. E eu preciso aceitar que não fui feita pra seguir o padrão, a rotina, o normal. Tenho um medo daqueles de gelar a espinha de ser normal. Qual a graça? Quero mais é ter paixão, sentir dor, sentir a vida correndo nas veias feito adrenalina. Sentir que tem propósito, sentir que tá chegando, mesmo que no fundo eu meio que não espere muita coisa. Só não ser normal.
terça-feira, 29 de março de 2011
Indecisa, insegura, contida...
Sagitariana da cabeça aos pés, que não dispensa uma aventura, que não sabe dizer não. Sou a pessoa do meio cheio, mas não queira conhecer o meu meio vazio. Se precisar de ajuda, eu ajudo. Não sou sua, não sou dele, não sou minha. Sou do mundo. Se pudesse escolher uma frase pra ser a autora, seria "Eu tenho o maior medo desse negocio de ser normal!". Adoro ler, escrever, conversar, falar, abraçar. Gosto de gente, de conhecer gente. Por isso decidi cursar psicologia. Ainda não sei se escolhi certo, mais um dia eu descubro. Nas horas vagas, sonho e corro atrás. Indecisa, insegura, contida, mas feita da mais pura verdade. Descobri há um tempo que preciso me perder no mundo pra descobrir quem sou. acredito em sincronicidade, não gosto de metades. Sou inteira, não me descobri por completo ainda, mais um dia eu chego lá. Pode parecer que sim, mas não vim ao mundo à passeio, e se nesse tempo me for possivel, quero conhecer o outro lado da historia por si só. E quem sabe se encontrar?!
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Blog (meio) fechado!
AAAWN MINHAS GIRLS LINDAS. preciso dizer que estou parcialmente fechando o blog. Como dá pra notar, não posto aqui há SECULOS neé? fico com o coração pequenininho de ver meu blog com teias de aranha, mas vamos ao que anda acontecendo na minha vida e o motivo de eu não estar postando.
1. Terminei o colégio :(((((((((((
2. Consequentemente comecei a faculdade, choquem, estou fazendo psicologia. Minha cara né? hahaha
3. Ganhei novos sonhos esse ano, novos objetivos, e to correndo atrás.
4. Como parte do "correndo atrás" acima, estou procurando um emprego.
5. Minha vida social anda falida pelo tanto de coisa que ando fazendo. Estudar/procurar emprego/ por planos em ação NÃO É FACIL ok? Que fique bem claro!
6. Sem vida social, como eu vou escrever pra vocês do jeito que eu costumava?? Não dá né?? :/
7. e último, to pensando MUITO ultimamente, muito mesmo sobre diversas coisas que tem me "castigado" nessa fase nova da minha vida, então, se eu escrever, vou acabar matando todo mundo com minha confusão.
Então como vocês podem ver, to num momento bem transição da minha vida, e portanto, preciso que tudo se acalme e minhas ideias sejam colocadas no lugar e ai eu prometo que volto com essa minha mania-vicio que eu tanto amo de escrever aqui!!
ps.: Mas caso no meio de toda minha confusão, eu ache algo de bom pra contar pra vcs, eu venho tá? hahah
Beijo minhas lindas (os) =)
domingo, 16 de janeiro de 2011
Não é amar que dói. É amar errado!
Hoje passeando por sites a fora, li algo que me deixou encrencada. Uma garota linda, amada, inteligente e feita pra essa vida dizendo o quanto o amor a havia castigado e feito sofrer. Parei. Como assim, a garota loira, bonita, que todas as garotas tentam descontroladamente imitar, publicando pro mundo inteiro que o coração dela estava quebrado, alguem o havia partido em pedaços, e ela sofria, mas ainda o amava com pedaços que ele havia despedaçado dentro dela. Isso estava errado, muito errado!
Amor que é amor não dói, não castiga nem faz sofrer. Amor tem que ser fácil pra ser amor. Tem que ser simples como respirar, tem que ser sem traumas. Ai eu descobri o que a garota tinha. Ela amava, sim, mas amava errado. Não é amar que dói. É amar errado, exatamente da forma como ela fazia. O coração dela tava tão louco que se entregou pro primeiro que o quis, pediu socorro e ali ficou, não porque era bom, mas porque era confortavel. Porque ele o quis quando outros não quiseram. E quando o par de mãos que segurava o coração dela se foi, ela voltou pro mundo onde não havia segurança, zona de conforto ou alguem pra dizer que tudo bem, o orgão mais vital dela estava seguro. E foi onde tudo se quebrou. Agora garota, aguenta firme! Pode não haver outro par de mãos pra segurar seu coração agora, mais olha pros lados, e você vai enchergar quem sempre o segurou. Vai enchergar mais do que mãos pro seu coração, vai enchergar também as pernas que te deram colo, os ombros que você pode chorar, vai enchergar os olhos que sempre te olharam sem julgar e gostariam de você mesmo se você não fosse a garota-loira-e-bonita! Olha pra si mesma, você tem mãos, garota! Você consegue se segurar sozinha! Você sabe que consegue! Aí eu soube que amor mesmo não é o que o cara lindinho do colégio te faz sentir, amor mesmo é perceber que mesmo sem ele, você ainda é você, você ainda é inteira e consegue dar risada sem esforço. Ainda que seja duro amar errado, a gente chega lá e aprende a amar certo!
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Start of (happy) something new!
Outro dia um amigo me perguntou algo que ficou na minha cabeça."Porque você escreve tanto?"
E ai pensei, pensei e não achei resposta. Escrevo porque escrevo, escrevo por gosto, porque me dá prazer. E aí me veio a respos
ta: "Escrevo dá mesma forma que você respira!". É natural, é fácil, não dói, não traz esforços. Escrevo porque as palavras são pra mim como o oxigênio é pra você, uma forma de combustivel pra viver. De alguma forma me sinto mais eu ao colocar no papel o que vier na cabeça. E aí quando eu dei minha resposta ao meu amigo, ele simplesmente me surpreendeu quando disse que gostaria de escrever também, gostaria de transformar palavras em significados de alguma forma pra alguem, gostaria que essa alguém também soubesse usar a força das palavras e gostaria que eu notasse o quanto ele sempre gostou de mim. Choque. Suspiro. Mais choque. Alivio. Deus, ele gosta de mim. Aquele meu amigo, antigo, de anos, que sempre foi só meu amigo, e de uns tempos pra cá tinha ficado tão fofo, simplesmente gosta.de.mim! Minha cabeça girou e meu coração trocou de lugar com meu cerebro. Um enxame de imagens e cenas do passado me vieram a mente e de repente era tão certo estar nos braços dele. Não pensei, só pulei. Me joguei mesmo, do jeito que alguem se joga pra se salvar, do jeito que alguem se joga quando percebe que encontrou o lugar onde deveria estar. Algum tempo depois percebi que tudo começou com uma conversa sobre meu hobby-de-brincar-de-ser-escritora. Preciso dizer que só me apaixonei mais ainda pela escrita? Olha como o mundo dá voltas, escrevi tanto sobre decepções, que todos esses textos me trouxeram alguem especial, e todo o caminho de posts-tristes-de-desilusão percorridos, me levaram a esse, o post feliz, do amigo-que-era-só-amigo-e-agora-é-um-pouco-mais!
Tem modo melhor de começar um novo ano no blog? Afinal, que prova de que todo caminho tortuoso de pedras,espinhos e lágrimas terminam num jardim bonito com flores, um banco, e muitos sorrisos.
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